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Lazare Andigono, treinador da equipa sénior de basquetebol do Petro de Luanda

“Angola tem o melhor basquetebol africano”

Por Raimundo Ngunza   /  Foto Santos Samuesseca

A caminho de fazer cinco anos à frente do clube ‘tricolor’, Lazare Andigono não tem dúvidas de que o basquetebol angolano é “o melhor de África”. Apesar da concorrência do Libolo e 1.º de Agosto, acredita que o Petro trabalha para revalidar o título conquistado no ano passado.

Lazare Adingono, de 38 anos, substituiu o português Alberto Babo na equipa sénior masculina de basquetebol do Petro de Luanda em 2012 a convite de Mateus Morais de Brito, falecido em 2014 em Portugal.
O técnico camaronês, que também tem a nacionalidade norte-americana, renovou o contrato por três anos. Ex-seleccionador dos Camarões, admira o basquetebol angolano e considera ser “um sonho orientar e treinar equipas angolanas por terem o melhor basquetebol de África”.
Com os seus dois metros de altura, confessa que também está em Angola “para aprender” e, por outro lado, para “ensinar e conquistar muitos títulos com a formação do Petro de Luanda”. Uma das dificuldades que sentiu, para se impor em Angola, foi a língua, mas hoje já consegue comunicar com todos e conta com a ajuda dos seus colaboradores directos que estão sempre atentos, quando solta palavras em inglês ou em francês.

Pressão normal

É através das longas noites e muitas horas de trabalho que o técnico abafa a pressão dos adeptos desde que assumiu os destinos do clube. Por isso, garante nunca ter ouvido palavras ofensivas e está convencido de que possui um plantel para vencer os principais adversários.
Respeita todas as equipas que disputam o campeonato de basquetebol, independentemente de ter ou não jogadores valiosos. Mas entende que o Interclube, Recreativo do Libolo e 1.º de Agosto possuem bons jogadores, o que torna as partidas mais competitivas.
Mesmo as derrotas diante do Libolo e o 1.º de Agosto, principais candidatos ao título, não abalaram Lazare Andigono.
Normalmente, acorda às quatro horas da manhã e só vai para cama às duas horas da manhã, porque pode estar a falar com a esposa e filhos que vivem em Buffalo, nos EUA. Dividido entre o clube e Talatona onde tem a residência oficial oferecida pelo clube, é na quadra desportiva onde passa a maior parte do tempo, orientando e a encontrar as novas filosofias de jogos. Vive sozinho e tem uma empregada que cuida da alimentação e da roupa. Gaba-se que sabe dançar kizomba e tem Yuri da Cunha como cantor preferido. Conhece a baixa de Luanda e vê a Ilha do Cabo como local agradável para relaxar.
Durante estes cinco anos, Lazare Adingono aprendeu a apreciar a comida angolana e lamenta apenas nunca ter provado o funge de bombó. Carne seca com funge de milho e uma boa feijoada são os pratos preferidos deste antigo basquetebolista do Rhode Island.

De líder a bacharel

Lazare Adingono jogou pelo Rhode Island e depois foi director de operações de basquetebol. Possui uma pós-graduação pela Universidade de Rhode Island, feita em 2003. Foi o terceiro líder da equipa, marcando 11,8 pontos por jogo.
No último ano, recebeu várias condecorações pelo Rhode Island, incluindo o ‘Bill Woodward Espírito’ e o Prémio ‘Jackie Robinson’. De 2006 a 2009, foi assistente técnico da equipa Canisius de Ouro Griffins. Em Abril de 2009, demitiu-se.
Tem um bacharelato em Educação Física na Universidade de Rhode Island, EUA. É casado e têm três filhos (dois rapazes e uma menina). A família reside em Buffalo, Estados Unidos.

perfil

Nome completo: Lazare Andigono
Data de Nascimento: 11 de Janeiro de 1978
Nacionalidade: Camaronesa e norte-americana
Altura: 2m
Peso. 110 Kg
Filhos: 3 (2 rapazes e 1 menina)
Comida: Feijoada
Cor. Azul
País de Sonho: Angola
Sabe dançar: Sim. Kizomba
Cantores: Yuri da Cunha e Júlio Iglesias

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