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Rose Palhares, designer de moda

Estilista com sucesso internacional

Por Lúcia de Almeida  /  Foto Mário Mujetes

Aos 31 anos, a estilista Rose Palhares é considerada uma das figuras ‘mais interessantes’ da moda angolana. em Angola e no estrangeiro. Criadora nata, quer divulgar a cultura angolana e a capacidade da mulher africana. Lá fora, acumula vários prémios.

Natural de Luanda, Rose Palhares começou a carreira profissional há três anos. Mas a paixão pela moda já reside nela desde criança. Formou-se em Design de Moda em Portugal e conclui-a no Brasil, retornando de seguida a Luanda. Em Dezembro de 2012, abriu o primeiro espaço em Angola com a marca ‘Quiveste’, que aposta na utilização de tecidos africanos a preços baixos. Rapidamente tornou a exclusividade uma das suas principais características. Ainda estudava no Brasil, quando usava a mesada atribuída pelos pais para abrir o primeiro ateliê. Hoje foca-se na produção de peças exclusivas com a etiqueta ‘Rose Palhares’ feitas à medida das necessidades e desejos da mulher. Actualmente a marca já se auto sustenta.
Uma das suas maiores fontes de inspiração é a música, em que o ritmo ajuda-a a pensar. A ‘Princesa’ da moda’, como é conhecida, nunca pensou em desistir. Assegura que “desistir é a última opção. “Se de alguma forma desistir, estaria a matar um sonho que existe em mim. Se calhar é o sonho que me faz estar viva.”
E pretende permanecer a ‘princesa da moda’ por muitos anos. Além de desenhar, Rose Palhares também costura, mas tem encontrado dificuldades a confeccionar peças em grande quantidade e encontrar mão-de-obra e material de alta qualidade.
Mas está a trabalhar para ultrapassar isso. Caracterizada pela sensualidade das suas peças, já ouviu e leu críticas pela ousadia. “As minhas peças são muito atrevidas, marcam muito a silhueta das mulheres temos um corpo tão bonito, tantas curvas e acho que tem de se mostrar” Rose Palhares defende que “o que é bom tem de se mostrar”, desde que seja “com respeito” e para mulheres que sabem que “não são só um corpo bonito, mas também uma mente brilhante”. Rose Palhares garante
que tem procurado sempre dar um “toque especial” às suas criações, mostrando “algo que nunca ninguém viu noutras peças”. Apesar de gostar de criar para homens, desenhar para mulheres ainda é a sua grande paixão, menos nos fatos para homens e vestidos de noiva que considera serem os trabalhos mais complicados.
Sente-se realizada profissionalmente, mas tem mais ambições. Almeja levar a sua marca a muitos lugares no mundo”. Passar por Paris, Milão, Nova Iorque e Brasil é um dos seus objectivos.
Nos desfiles , sente que, muitas vezes, o público fica à espera que a presente roupa africana, mas desta vez no ‘Moda Luanda’, marcado para 22 e 23 de Abril, apresenta uma colecção inspirada em ‘lingerie’. Jeremy Scott, da Moschino, Dior, Karl Lagerfeld, Dolce&Gabbana, Helenize Guimarães, Soba, Nancoff, Vanusa são algumas das suas referências. Olha para a moda como uma forma de “ver o mundo”. Mas queixa-se por ainda serem poucos os que entendem isso e sofrem com rivalidade. Por agora, o uso de tecidos africanos não tem sido uma prioridade. “Preciso de crescer como estilista e não quero ter rótulos por trabalhar só com tecidos africanos apesar de sentir que faço mais sucesso com o tecido africano.” A conclusão de uma colecção leva cerca de três meses.
A estilista já vestiu algumas figuras nacionais e internacionais como Adriana Calcanhoto, Camila Coutinho, Mayra Andrade, Pérola e outros.

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