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Mais de 56 milhões de pessoas de 17 países afectados por conflitos internos

Conflitos causam fome




Mais de 56 milhões de pessoas de 17 países afectados por conflitos internos, como a Guiné Bissau, estão numa situação de crise ou emergência alimentar, concluiu um relatório da Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) e o Programa Alimentar Mundial (PAM), entregue, na semana passada, ao Conselho de Segurança da ONU sobre os obstáculos aos “esforços para erradicar a malnutrição” no mundo.


As duas organizações asseguram que a situação é particularmente preocupante no Iémen, Síria, Sudão do Sul, Burundi e na bacia do lago Chade. Segundo o relatório, cerca de metade da população do Iémen, 14 milhões de pessoas, está numa situação de crise ou emergência por causa da fome. Na Síria, 8,7 milhões de pessoas precisam, com urgência, de ajuda alimentar, tal como 4,8 milhões no Sudão do Sul (40 por cento da população).


Em países que estão num processo de saída de longas guerras civis, como a Colômbia, há milhões de pessoas que continuam num alto grau de insegurança alimentar. Noutras regiões, nessa situação está uma grande fatia da população, como no Burundi (23 por cento), Haiti (19 por cento) ou República Centro-africana (50 por cento).


80 por cento dos refugiados sírios que vive actualmente no Líbano precisa de ajuda alimentar urgente. Há também outros países em que os conflitos internos afectaram asegurança alimentar: República Democrática do Congo, Guiné-Bissau, Costa do Marfim, Libéria, Mali, Somália, Sudão, Iraque e Afeganistão.


A FAO e o PAM destacam que os conflitos internos são das principais causas da fome porque destroem campos em cultivo, gado e infraestruturas agrícolas, além de bloquearam mercados e forçarem à deslocação forçada da população. Além disso, contribuem para a propagação de doenças e dificultam o acesso de organizações humanitárias às pessoas afectadas, entre outros impactos.

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