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Hipermercados mais contidos nas vendas de Natal

Menos cabazes nas montras

Por Osvaldo Quilo  /  Foto Mário Mujetes


Das mais de 15 grandes e pequenas superfícies comercias de Luanda, apenas seis estão a vender cabazes. Megáfrica, Multiafrica, Ecoserv, Kero, Candando e Alimenta Angola têm disponíveis diferentes sugestões e cujos preços variam entre os seis mil e os seis milhões de kwanzas. Enquanto Jumbo, Shoprite, Mega Intermarket, Nosso Super e Maxi não arriscam em montar cabazes, em função da conjuntura.


É comum nesta altura do ano as grandes e pequenas superfícies comerciais disponibilizarem cabazes para empresas e clientes individuais que, por sua vez, vão apenas atrás do melhor que há no mercado nacional. Na presente quadra festiva, a realidade pode ser diferente. Alguns estabelecimentos comerciais, tidos como tradicionais, estão com dificuldades em comercializar cabazes, como são os casos dos hipermercados Jumbo e Shoprite e, os supermercados Mega, Maxi, Martal e BigOne, todas em Luanda. As informações disponíveis são praticamente semelhantes: “não há cabazes à venda”, segundo os funcionários.


“Não há nenhuma possibilidade de vendermos cabazes, neste ano, por falta de condições. Além de termos o ‘stock’ limitado, os clientes não nos dão garantias”, segundo uma das funcionárias do Mega, que preferiu não ser identificada.


O Nosso Super, a AngoMat e o Intermarket também decidiram não vender cabazes neste ano. Nestes estabelecimentos, ninguém se mostrou disponível para explicar as razões para não terem montado cabazes.


A solução para muitas empresas passa por identificar o híper ou supermercado, que possa fornecer um cartão aos funcionários, para que cada um monte o seu próprio cabaz, conforme fez o empresário Alcides Victor. “Se o ministro do Comércio assegurou, na semana passada, que houve um abastecimento de produtos para a quadra festiva, não entendo porque é que os supermercados não querem vender cabazes. Estamos a ser obrigados a seguir outros métodos, onde saímos a perder”, lamenta.


TODOS OS GOSTOS E BOLSOS

Entre as superfícies comercias de Luanda, só o Kero, o Candando e Alimenta Angola até esta semana estão a comercializar cabazes. Em quase todas as outras lojas encontram-se disponíveis diferentes classes de produtos, em quantidades que as gerências entendem ser suficientes para cobrir as necessidades dos clientes. No Kero, por exemplo, há o ‘Fresco’ que custa 6.500 kwanzas, composto por um bacalhau (500gr), dois chouriços (180gr), presunto (250gr), um bolo (500gr) e um queijo (500gr). Tem ainda os cabazes ‘Cesta Básica’ (8.000 kwanzas), ‘Prata’ (12.000), ‘Platina’ (24.000) e Rubi (58.000)


Preços que Manuela Samuel, funcionária pública, considera aceitáveis “Apesar de não estarem bem recheados estão com preços acessíveis. Facilita qualquer um, até aos que ganham 18 mil kwanzas, como salario. Mas prefiro receber um cartão e escolher os produtos do meu gosto e, não receber um cabaz com alimentos e bebidas que ficaram durante muito tempo em contentores”.


Já no Candando, os tipos de cabazes disponíveis estão divididos em dois, um de alimentação com um valor, e outro apenas com bebidas, com preços variáveis. O tradicional (alimentar e bebidas) está por 24.000 kwanzas. Há ainda o ‘Clássico’, ‘Selecção’ e ‘Prestige’, cujos preços rondam os 200.000 kwanzas. Considerados “demasiados elevados” por Carlos Tavares, funcionario público “A qualidade dos produtos que compõem estes tipos de cabazes que encontrei não justificam os preços oferecidos. É muito dinheiro para pouca coisa. Podiam optar numa selecção mais nacional, pensando nos angolanos e, não nos estrangeiros”.


O Alimenta Angola tem disponíveis três opções de cabazes. O normal, que custa 8.900 kwanzas, contém um quilo de feijão, um quilo de arroz, 900g de açúcar, um litro de óleo de soja, 395g de leite condensado, 500g massa espaguete, 400g de composto, duas coca-colas, 400g de misturas para bolo de chocolate, um quilo de sal, uma lata (120g) de atum, um pacote de doce, um pacote de bolacha (400g), azeitonas (210g) duas latas de salsichas, um garfo para aperitivos, 400g de compostos e um litro de vinho; o especial custa 48.137 kwanzas, composto maioritariamente por bebidas alcoólicas; e ainda, como alternativa, o cliente pode sugerir uma lista de produtos que possam fazer parte do cabaz.


SÓ PARA EMPRESAS

Megáfrica e Multiafrica são as únicas, entre as especializadas, que ainda resistem a vender vários tipos de cabazes. Mas só estão disponíveis para empresas, que devem comprar no mínimo cinco, segundo as gerências. Ao contrário de outros híperes e supermercados, os ‘stocks’ já estão limitados, devido ao excesso de encomendas. As tres empresas garantem ter, como clientes, instituições de “relevo” como as governamentais, embaixadas e empresas dos ramos petrolífero, diamantífero e imobiliário. Aqui, os preços são ‘mais puxados’. Os cabazes mais acessíveis rondam os 50.000 kwanzas, enquanto os mais recheados ultrapassam os seis milhões de kwanzas.


De entre os tradicionais, surge também a Ecoserv, que noutros anos vendia cabazes numa das filias, a Cash e Carry Maianga. Apesar de não disponibilizar preços individuais, tem à venda cabazes do tipo ‘Classic’, prata, ouro, vip, platina, prestige e ‘Ex-libríscollection’.

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