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Alertas para os preços exagerados e para as promoções

Festejar o Natal a poupar

Por Osvaldo Quilo   /  Foto Mário Mujetes


Fazer o levantamento dos preços dos produtos nos mercados formal e informal e elaborar uma lista com apenas o que se precisa, antes de ir às compras, ajuda na contenção de gastos, durante a quadra festiva. O conselho é do economista Felisberto Capamba, que alerta as famílias a terem cuidado com as promoções.


Depois de o Ministério do Comércio ter garantido a existência, em quantidades “suficientes”, de bens de primeira necessidade, os consumidores desdobram-se à procura de produtos com qualidade e a preços baixos, para atender as necessidades da quadra festiva. E, ao que o NG constatou, os preços vão ao encontro das expectativas dos consumidores, mantendo uma tendência de queda desde Novembro.


Vários produtos da cesta básica, como o arroz, farinha de trigo, fuba de bombó e de milho, açúcar e oléo alimentar recuaram, em média, na ordem dos 50 por cento, nos últimos dois meses.


Apesar disso, o economista Felisberto Capamba alerta as famílias para a necessidade de poupanças. “É preciso avaliar se os preços praticados por um determinado supermercado ou mercado paralelo estão de acordo com os demais e comprar apenas o essencial. Este é o primeiro passo”, aconselha o economista, admitindo que, “desta forma, se consegue fazer a contenção de gastos e garantir-se um natal agradável”. As despesas, em Dezembro, devem ocorrer apenas na base das prioridades (bem planificadas e orientadas), “de forma a não comprometer o Janeiro, tido como mês da fome”.
“atento às promoções”


Outro alerta de Felisberto Capamba, que é também gestor da empresa Habitec, é sobre a necessária atenção às contrariedades das promoções. “É importante estar atento às promoções que, em muitos casos, estão associadas ao limite de caducidade dos produtos”, avisa. “Nem sempre nos levam a pagar menos, pelo contrário, fazem-nos agir por impulso. Influenciam-nos a comprar mais do que necessitamos, por isso não devemos olhar apenas para o preço que oferecem, mas sim para a quantidade e para a qualidade”, detalha. A leitura dos rótulos entra também nos cuidados a ter-se em conta na hora de compra, como aconselha Capamba.


preços equilibrados

Só em Luanda, existem mais de 20 híper, mega e supermercados, bem como mais de 50 mercados. Apesar de cada um vender os produtos a seu bel-prazer, em muitos casos, acabam por partilhar os mesmos preços, principalmente no informal.


No formal, é diferente. No Jumbo, por exemplo, um quilo de açúcar custa 430 kwanzas e o do feijão 1.500 kwanzas. Enquanto na Shoprite (do Palanca), os mesmos produtos estão a ser comercializados a 264 e 1.000 kwanzas, respectivamente. (ver tabela). Um comportamento que Felisberto Capamba considera “desnecessário”, alertando assim que “os supermercados não podem ser a primeira opção, devido aos exageros nos preços”. “Nem sempre acabam por ser os mais económicos. O ideal é recorrer aos mercados.”


A dinâmica dos preços, nos dois tipos de mercado, pode alterar a qualquer momento, em função das dificuldades que os importadores vão encontrando, devido à conjuntura, de acordo com o economista Diassonama Victor. “As oscilações dos preços dos produtos são um processo que depende 75 por cento dos importadores. Com a crise, que escasseou as divisas, não conseguem trazer produtos. Em consequência disso, vão alternando os preços de vez em quando. Mesmo com stock cheio, uns já começaram a disponibilizar menos produtos, para, quando faltarem poucos dias para o Natal venderem a preços altos”, observa o economista.

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