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Federação Angolana de Futebol (FAF) foi a votos

Artur de Almeida, novo presidente

Por Raimundo Ngunza   /  Foto Santos Samuesseca


Com 67 votos, Artur de Almeida e Silva é o novo presidente da Federação Angola de Futebol, após vencer os candidatos José Luís Prata, da lista B, com recebeu 54 votos e Osvaldo Saturnino, da lista C, com 13 votos. É o 7.º presidente e o 4.º a ser eleito pelo voto. Tem como primeira acção a reorganização das estruturas internas da federação e convidou os candidatos derrotados a integrar o conselho de honra da federação.


Derrotado em 2011, a segunda foi de vez, e Artur de Almeida e Silva venceu as eleições na Federação Angolana de Futebol (FAF) com 67 votos dos 134 possíveis, mas sem Pedro Neto como concorrente. As novas ‘vítimas’ foram José Luís Prata, candidato da lista C que obteve 54 votos, e Osvaldo Saturnino de Oliveira Jesus, com apenas 13 votos. E após ser anunciado como novo presidente, Artur de Almeida e Silva tratou de acalmar as rivalidades, optando pelo discurso do consenso: “a vitória é do futebol de Angola e do desporto em geral e conta com apoio das pessoas que fazem a modalidade crescer”. O presidente eleito da FAF enviou os parabéns aos candidatos derrotados pelo “exercício democrático”.


A espalhar abraços, sorrisos, rodeado de amigos e de colegas, o novo presidente admitiu que teve a concorrência de “duas grandes figuras do futebol angolano”, mas afirmou que a vitória era da “ética, moral e do futuro do desporto em Angola”.


João Julião, agente FIFA radicado na Suíça há anos, esteve em Angola em campanha da lista A e mostrava-se feliz pela eleição de Artur de Almeida Silva e considera que a sua vinda a país não foi em vão e julga que quem venceu não foi o candidato mas, sim, o futebol angolano.


Os presidentes do Kabuscorp, Bento Kangamba, do Interclube, Alves Simões, do ASA, Elias José, e Oliveira Gonçalves, representante do Santos, marcaram presença nas primeiras horas da manhã de sábado e disseram que votaram na mudança.


Programa por cumprir

A sua primeira linha de força passa por reorganizar as estruturas internas da federação e fazer recurso à lei do sistema desportivo nacional para garantir o estatuto de utilidade pública.


O novo dirigente admite acolher os projectos de outros candidatos para tornar num único com vista a uma melhor gestão da modalidade durante o primeiro mandato de quatro anos que vai até 2020. Convidou ainda os candidatos derrotados para integrarem o Conselho de Honra da Federação e diz não ter uma varinha mágica para os problemas do futebol, mas a solução passa pelas 50 iniciativas de curto, médio e longo prazos, contidos no projecto apresentado durante a campanha com lema: ‘Futebol Único, compartilhado por todos’.


A comissão eleitoral foi presidida por Raimundo Ricardo, antigo gestor da Galeria dos Desportos, Manuel Ordenã, secretário, e Luísa Nicolau como escrutinadora. A população votante foi constituída por 176, entre clubes e associações provinciais de futebol, mas apenas 174 cumpriram o direito e dois clubes de Luanda, o Progresso do Sambizanga e a Escola do Zangado, não compareceram para votar.

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