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‘Viver e morrer em Angola’, de Paulino Soma

Livro retrata a guerra




O escritor e docente universitário Paulino Soma lançou, na semana passada, em Luanda, o livro ‘Viver e morrer em Angola’. O romance, editado pela ‘Mayamba Editora’, aborda os problemas vividos pelos angolanos durante a guerra civil. Situando historicamente a obra entre 1980 e 2002, o autor apela ao “não regresso à guerra”, além de contrariar as correntes que defendem o esquecimento deste “conturbado período” da história do país. “É importante que nos lembremos da guerra para que possamos tirar lições profícuas, no sentido de nunca mais voltarmos a fazê-la.”


De acordo com Paulino Soma, apesar de reviver “situações trágicas”, o livro poderá mostrar aos jovens que a paz foi “difícil de conquistar”, tendo custado a vida de muitos angolanos.


Embora, com 34 anos, escreva sobre um período em que ainda era bastante jovem, Paulino Soma assegura que ainda tem lembranças de, quando criança, nas fugas com a mãe, “encontrar corpos no chão, sendo levados pela chuva, em imagens repugnantes e de morte”. “Tenho perfeita lembrança disso”, garante o autor, que teve de fazer alguns inquéritos a civis e militares para poder escrever o livro.


‘Viver e morrer em Angola’ já tinha sido lançado, em Dezembro de 2016, no Lubango, terra-natal de Paulino Soma, que actualmente é decano da Escola Superior Pedagógica do Cunene. Com três livros já publicados, Paulino Soma é doutorado em Linguística pela Universidade de Évora e mestre em Consultoria e Revisão Linguística pela Universidade Nova de Lisboa.


Para o lançamento em Luanda, ‘Viver e morrer em Angola’, vendido a três mil kwanzas, o livro foi apresentado pelo escritor e jornalista Luís Fernando, no Centro Cultural Português.

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