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Presidente suspenso por ala rival

FNLA em ‘pé de guerra’

Por Miguel Daniel

Alegados “desvios graves da linha política do partido” levaram uma ala dos membros do Comité Central da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) a suspender, de todas as funções, o presidente Lucas Benghy Ngonda, no último sábado, de acordo com um comunicado distribuído por aquela organização. O candidato derrotado nas eleições de 2015, Fernando Pedro Gomes, foi indicado para exercer as funções de presidente interino do partido, Nsansi Ya Ndele Manuel, como vice-presidente, e Ndonda Nzinga, secretário-geral interino.


O porta-voz da FNLA, Geoveth de Sousa, desvaloriza e desdramatiza o ‘golpe de Estado’, classificando a decisão como um “golpe ilícito” e “um acto desesperado” da ala liderada pelo candidato derrotado em 2015.


O dirigente da FNLA lembra que Fernando Pedro Gomes foi suspenso de toda a actividade partidária há dois anos, por “falsas alegações, quando tentou impugnar o congresso, depois recusado pelo Tribunal Constitucional.


Geoveth de Sousa promete uma reacção contundente por parte da direcção do partido, contra o que chamou, em declarações ao NG, um “acto de insubordinação”. O dirigente da FNLA garante que o partido luta pela unidade dos membros e “não vai admitir mais um acto fracturante”, assegurando que Lucas Ngonda continua em funções uma vez que não reconhece legitimidade da s nova direcção interina.


A ala que suspendeu Lucas Ngonda acusa o presidente do partido de ser um “factor de divisão e de instabilidade”, enfatizando que se recusou a fazer uma concertação pedida por militantes, quadros e dirigentes, mandatados em assembleia do partido, a 30 de Julho de 2016.


Na lista das acusações, acusam ainda o presidente da FNLA de “tomar medidas de carácter pessoal, sem cumprir com as normas estabelecidas no Regulamento de Organização e Funcionamento das estruturas do partido e no regulamento de disciplina do militante”.


Fernando Pedro Gomes promete alcançar a unidade do partido, mantendo o diálogo com todas as partes em conflito e traçando uma estratégia visando ressurgir a força política, formada em 1961.

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