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Huíla

Industriais reclamam

Por Luís Morais


Os industriais da Huíla pedem mais atenção do Governo para tornar o parque da região “num dos mais importantes do país, porque tem potencialidade”. Num encontro com a ministra Bernarda Martins, que visitou, pela primeira vez, a Huíla, os investidores reclamaram das dificuldades no acesso às divisas, pediram o fim da burocracia e a subvenção aos combustíveis.


O presidente da Associação Agro-pecuária, Comercial e Industrial da Huíla (AAPCIL), Paulo Gaspar, considera que a “falta de descentralização do poder é outro problema que emperra a indústria fora de Luanda” e aponta como exemplo o desempenho do banco central. “Primeiro, há que ir a Luanda e fica-se em desvantagem porque o empresário não é de Luanda, e depois tem de ir ‘chorar’ àqueles ministérios e sem nunca saber com quem falar”.


Em resposta, a ministra da Indústria garantiu que o Governo “está atento” a estas preocupações, lembrando que o acesso às divisas é transversal no país e que o seu Ministério implementou um mecanismo de acesso à moeda externa, que “tem estado a ajudar na recuperação de algumas indústrias encerradas devido à crise”.


“Fábricas que fecharam e que mandaram empregados para casa abundaram no país, antes deste mecanismo começar a funcionar, mas aos poucos esta política começa a dar mostras de funcionamento e muitas começam a readmitir os seus trabalhadores”, sublinhou a governante.


As indústrias que precisam de importar sobressalentes e pagar salários a expatriados devem dirigir uma carta ao ministério, com dados estatísticos mensais e facturas proformas, para que tenham acesso a divisas. Relativamente a subvenção dos combustíveis às indústrias, uma reclamação apresentada no encontro com investidores locais, a titular da pasta sublinhou ser um problema, pois o Estado deixou de fazê-lo, por isso está trabalhar no sentido de estender a rede eléctrica em todo território nacional.

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