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Seis províncias acolhem a competição

Primeiro Campeonato de Motocross

Por Raimundo Ngunza  /  Foto DR

A competição teve início no mês passado e o final está marcado para 4 de Novembro, em Benguela. A Federação Angolana de Desportos Motorizados (FADM), garante que a competição não possui um orçamento fixo e que os campeões das duas categorias não receberão prémios monetários. Ramiro Barreiro, presidente da FADM agradece à empresa Refriango pelo apoio à competição.

Os campeões das categorias de Motocross em 250 cc e Moto 4 do primeiro campeonato angolano de motocross e Moto 4 não vão receber prémios monetários, garante Orlando Almeida, vice-presidente da federação para motocross. Segundo o dirigente, a competição não possui actualmente um orçamento fixo, estando dependente da Refriango, o principal patrocinador, e não existe nenhuma exigência da Federação Angolana de Desportos Motorizados (FADM) à empresa patrocinadora, sendo que “a solução passa em conter o máximo possível as despesas”. Zaza Rodrigues, secretário-geral da FADM, afirma que “os desportos motorizados em Angola só existem por amor e paixão, e as pessoas não se servem deles”. Garante não existirem promessas de prémios monetários aos pilotos vencedores, sendo que, na sua opinião “não se pode começar uma competição com promessas de dinheiro, uma vez que não existem” valores para a realização de competições em boas condições. Finalmente sublinha que os pilotos podem vir a receber no fim da competição uma motorizada, mas sem promessas.
O primeiro Campeonato Nacional de Motocross e Moto 4 teve início no mês passado e termina também a 4 de Novembro, em Benguela. A primeira etapa da prova decorreu na pista de Quilengues, Huíla e seguiu para o Kwanza-Norte. A 27 deste mês, acontece na Lunda-Sul, a quarta prova é a 8 de Julho no Huambo, a penúltima está marcada para Luanda, a 23 de Setembro e a grande final acontece em Benguela.
Nesta primeira competição, as provas da Lunda-Sul, Benguela e Huíla, vão ter uma equipa em cada categoria, ao passo que na Moto4, vão competir, as equipas do Namibe, Benguela, Huíla e Luanda. Quanto à presença de atletas estrangeiros, o vice-presidente para o motocross, Orlando Bento, entende que são bem-vindos, desde que estejam inscritos em alguma equipa. Nesta edição, conta com a participação da equipa Orbel campeão provincial de Luanda e Zeferino Fernandes ‘Zé Cazenga’, a principal referência na modalidade em Angola. Em declarações ao NG, o piloto diz estar pronto para a competição e a meta é ser campeão nacional para garantir participação no Rali Dakar.

LOGÍSTICA ASSEGURADA

João Boavida dos Santos, director adjunto de marketing da Refriango, garante que a empresa possui uma vasta experiência na realização de competições desportivas de prestígio e as condições logísticas para que, em parceria com a FADM, o motocross chegue a várias províncias através de um evento de dimensão nacional. O responsável refere que a Refriango pretende abrir portas para que os jovens talentos possam fazer uma carreira internacional de sucesso na modalidade. “Vamos acompanhar todas as provas e a logística está garantida”.

TAREFA DIFÍCIL

O presidente da Federação Angolana de Desportos Motorizados, Ramiro Barreiro sublinha que o projecto é importante e atesta que não tem sido fácil encontrar empresas com sensibilidade de ajudar os desportos motorizados por ser o primeiro campeonato. Agradece pelo apoio à Refriango.
O dirigente diz que o motocross é um desafio para os desportos motorizados em Angola e que tem tudo para crescer. Igualmente sublinha que o desafio não se limita aos membros da federação, mas a todos fazedores da modalidade. Além do Campeonato Nacional de Motocross a federação tem ainda à sua disposição aos campeonatos angolanos de Velocidade, Automobilismo, Karting, Supermoto e Rali Raid.

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