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Em 2012, foi de 40 por cento

CNE quer reduzir abstenção em Agosto

Por Valdimiro Dias e Miguel Daniel   /  Foto Santos Samuesseca

Definida a posição dos partidos no boletim de voto e a distribuição dos tempos de antena na rádio e televisão, as atenções voltam-se para 21 Julho, o dia de início oficial da campanha eleitoral. Possibilidade de elevada taxa de abstenção preocupa a CNE.

O presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) pediu o envolvimento de todos os actores sociais na mobilização dos cidadãos no sentido de promover o maior número de votos válidos e reduzir a taxa de abstenção nas eleições de 23 de Agosto próximo.
André da Silva Neto falava durante o lançamento da campanha de educação cívica eleitoral, a qual, referiu, visa prevenir conflitos e promover a credibilidade das instituições do Estado e do processo eleitoral.
O responsável manifestou o desejo de o maior número possível de eleitores registados votarem, reduzindo os 40 por cento de abstenção verificados no pleito de 2012. A CNE tem registados 9.317.294 eleitores constantes do ficheiro informático fornecido pelo Ministério da Administração do Território (MAT).
O responsável defendeu maior abrangência da iniciativa para o alcance de melhores resultados nas comunidades. “A educação cívica eleitoral tem o sentido de não gerar dúvidas ou omissões que possam provocar conflitos”, referiu o chefe da entidade que supervisiona as quartas eleições desde a abertura do país ao pluripartidarismo.
O processo de educação cívica eleitoral vai decorrer em três fases, centrando-se a primeira na mobilização dos eleitores. A segunda incidirá sobre a divulgação e consulta dos cadernos eleitorais e localização das assembleias de voto, com o objetivo de levar os eleitores a conhecer os nomes constantes nos cadernos eleitorais. Na última fase, os agentes irão explicar aos cidadãos como e onde votar, assim como a importância do acto para o país.
A CNE deve contar com o apoio dos partidos políticos, ONG, autoridades tradicionais e associações socio-profissionais. O presidente da Associação dos Professores Angolanos (APA), Inácio Gonga, revelou ao NG que a sua plataforma mobilizou 300 associados para o efeito. “Fazemos parte da campanha desde as eleições de 1992, facto que nos coloca numa posição privilegiada neste exercício”, acentuou.
Albino Fernando, presidente da associação vocacionada à desminagem ´Terra Mãe´, apelou para a necessidade de se respeitarem os sinais de perigo de minas, porquanto muitas zonas do país por onde se vai transitar, sobretudo nas zonas mais recônditas, ainda se encontram fortemente minadas. “É preciso que os agentes sejam formados sobre os sinais de perigo para evitar atrocidades”, apelou.

6 milhões USD para 
a campanha
O conjunto de cinco partidos e uma coligação irá receber 1.040.000.000 de kwanzas (cerca de 6, 2 milhões de dólares), segundo um decreto do Presidente da República publicado, na semana passada, em Diário da República.
O diploma estabelece a repartição equitativa desse valor entre os concorrentes, à luz da lei de financiamento dos partidos políticos, e a sua disponibilização até 30 dias antes de 23 de Agosto.
No final das eleições, ainda segundo o diploma, todos as formações deverão justificar a forma como gastaram a verba pública.

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