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Programa só em Julho

Manifesto Eleitoral da CASA-CE com 20 linhas estruturantes

Por Miguel Daniel

A CASA-CE prevê apresentar o seu programa de governo entre os dias 15 e 20 de Julho. Durante um acto público realizado no Zaire, Abel Chivukuvuku, o seu presidente, referiu que o mesmo deve contemplar 20 “linhas estruturantes”.

O cabeça-de-lista da coligação de seis partidos defendeu ser “inadiável” a mudança no país. Mas sublinhou que a mesma seja “pacífica, ordeira e positiva, para acabar com o sofrimento dos angolanos.” Chivukuvuku defendeu um governo que olhe “para o cidadão, pensa com o cidadão e governa para o cidadão”.
O líder da coligação sublinhou que um governo da CASA-CE “estimularia o desenvolvimento das regiões menos desenvolvidas do país, onde se engloba o Zaire.” O combate às assimetrias regionais, notou, “passa pela implementação de uma política de discriminação positiva que permitiria a atracção de quadros e outros serviços às regiões mais desfavorecidas”. Filomeno Vieira Lopes, membro do concelho presidencial do Bloco Democrático, presente no mesmo acto, salientou que a formação técnico-profissional é o garante de emprego para os jovens.
Para o académico, é importante que o país saiba valorizar as suas valências para propiciar o desenvolvimento nacional. “Quando termina o II Ciclo, o jovem não sabe para onde ir; não tem emprego”, reparou, salientando que a coligação pretende promover um ambiente de negócios capaz de alavancar o empresariado nacional, sem qualquer tipo de discriminação.
Enquanto isso, o governo de Cabinda desmentiu informações segundo as quais a governadora Aldina da Lomba teria ordenado a detenção de militantes e meios de propaganda da CASA-CE na província do Baixo Congo, na RDC, quando militantes da coligação seguiam por terra para se juntarem a correligionários seus em Cabinda.
Em comunicado, o governo classificou as informações de “falsas”, porquanto a RDC “é um país livre, independente, soberano e com normal funcionamento das suas instituições”. Notou que as autoridades do enclave não receberam qualquer solicitação da CASA-CE para intervir junto das autoridades migratórias do Baixo Congo sobre a referida detenção e apreensão.
O secretário para informação da coligação, Felix Miranda, disse ao NG que foi vítima, sublinhando que as justificações da governadora são “descabidas”. Prometeu pormenores sobre o incidente “em fórum próprio”.

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