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Huambo

O morro alto da vida selvagem



Conhecido como o Planalto Central, Huambo tem um grande potencial turístico que vai desde as suas belas reservas florestais, jardins aos seus locais históricos. Baptizada em 1928, como Nova Lisboa, é rico em rios propícios para o ecoturismo, desportos de aventura e de elevações, pedras e montanhas para a prática de rapel, alpinismo e outros desportos radicais.
Entre os vários encantos naturais, destaca-se o Morro do Moco, o ponto mais alto de Angola, com mais de dois mil metros de altitude. Conserva muitos e valiosos recursos faunísticos e minerais que, aliados ao seu incomparável relevo, fazem dele um lugar de referência no país. Com mais de 85 hectares de floresta e montanhas, o local é o habitat de várias espécies de animais, como macacos, serpentes, coelhos, cabras do mato, javalis aquáticas e espécies raras, como o Francolim de Swierstra, que fazem das cavernas e grutas do morro um refúgio.
Além do Morro, é possível encontrar outros encantos naturais como a Albufeira do Kuanda, que tem uma raríssima praia em pleno planalto, proporcionada pela Barragem do Ngove, com boas condições para natação, pesca desportiva e navegação.
Os vários rios da região, Keve, Cunene, Caalai, Cunhangâmua, Capanda, Anhara e Cinquenta, além de ricos em peixe, como o tilápia, tigre, barbo, chicunhanda, olho branco, bagre, epuli, roncador e enguia, são excelentes para a pesca desportiva e outras actividades naúticas.
As Mupas do Cuiva, com cataratas e águas agitadas, são próprias para a canoagem desportiva. O Monte Nganda, um impressionante grupo de rochas que antigamente foi a capital do reino Bailundo. Entre essas rochas abrem-se algumas grutas.
Existem também vários jardins e campos floridos, onde se poderá apreciar as dálias, flor da qual se diz existirem mais de 500 variedades na província. O Jardim da Cultura, inaugurado em 2008, é um local de recreio e lazer, com um jardim infantil, um espaço para exposições temporárias e diversos exemplares arbóreos da flora de Angola.
O parque urbano e o jardim botânico da Estufa-fria constituem um corredor verde mesmo no centro da cidade, onde passa o Rio Konjevi e onde está também a Casa Ecológica, construída com base em critérios de arquitectura bioclimática, isto é, recorrendo a materiais naturais, à energia solar e a técnicas que privilegiam a ventilação natural.
Não só de florestas, rios e parques é feito o Huambo. A província está também cheia de monumentos, locais históricos e espaços de lazer. O Museu Antropológico, construído em 1935, conserva registos históricos, como fotografias, esculturas e pinturas que contam a história da província.
O edifício da loja Nova Iorque é um bom exemplo de uma corrente com origens no Brutalismo (movimento moderno, entre 1950 e 1960) e evidencia-se pela estrutura em betão, utilizada como elemento formal e decorativo. E o Túnel subterrâneo, onde se abrigou o Soba Kandumbu, e o Morro de Santo António do Bailundo, local onde se encontra o túmulo do rei Ekuikui.

Gastronomia

Os pratos típicos do Huambo são o funje de milho acompanhado de verduras, cogumelos frescos e secos e peixes do rio (cacusso e bagre).

Onde ficar

O Hotel Ekuikui I, com quatro estrelas, tem disponíveis 68 quartos, duas suítes de luxo, dois restaurantes, um bar, uma sala de conferências com alta tecnologia para conferências e videoconferências, internet wireless gratuita em todo o hotel, uma piscina exterior e um estacionamento privativo. Dispõe ainda de serviço de massagens, lavandaria, transfer e rent-a-car.

Como ir

O Huambo é um importante entroncamento de vias rodoviárias entre Luanda e outras províncias. Há acessos rodoviários a partir de Luanda, Benguela, Huíla e Bié. Partindo de Luanda, o bilhete de ida custa 3.500 kwanzas. Se optar por, em viajar pela via aérea, o bilhete de ida, por cada pessoa, custa mais de 30.000 kwanzas.

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